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Curro Velho sedia plenária sobre mulheres, juventudes e justiça climática

Evento realizado em parceria com o Governo Federal debate impactos da crise climática no bioma Amazônia e propõe subsídios para políticas públicas
Por Helena Saria (NCS)
14/05/2026 20h41

O Núcleo de Oficinas Curro Velho sediou, nesta quinta-feira (14), a Plenária das Mulheres e Juventudes nos Biomas Pós-COP30, promovido pelo Ministério das Mulheres e pela Secretaria Nacional de Juventude. O evento integra um ciclo nacional de debates que percorre os biomas brasileiros para discutir justiça climática sob a perspectiva de gênero e juventude. A iniciativa busca consolidar os acúmulos da COP30 e da Cúpula dos Povos, transformando vivências territoriais em diretrizes para políticas de Estado.

As atividades ocorreram entre 8h e 17h com foco na escuta e construção de propostas para políticas ambientais. O cronograma incluiu espaços de diálogo entre atores locais e nacionais para fortalecer a participação comunitária nos territórios amazônicos. Além das discussões teóricas, a agenda buscou consolidar ações práticas voltadas à igualdade de gênero e ao desenvolvimento sustentável.

A Plenária marca a continuidade de um processo de mobilização que, em sua fase anterior, envolveu mais de dois mil jovens em todo o país. Segundo Guilherme Barbosa, diretor de programas e projetos de juventude da Secretaria Geral da Presidência da República, o objetivo atual é elaborar o documento Vozes dos Biomas. “Estamos realizando essas plenárias pós-COP para pensar o que significou a conferência para as mulheres e juventudes desses territórios, para que a gente fortaleça as lutas por justiça climática”, explicou o diretor.

A escolha do Curro Velho como sede se baseia em sua localização estratégica e em seu papel social na Vila da Barca. Laís Rezende, assessora da Secretaria Executiva do Ministério das Mulheres, destacou a importância da unidade como espaço de resistência cultural. “A Fundação Curro Velho cumpre um papel estratégico e fundamental para nós. Entendemos esse espaço como muito potente para o fomento da cultura para mulheres e juventudes em um espaço onde a especulação imobiliária tem um tensionamento muito grande”, afirmou a assessora.

No âmbito estadual, a plenária também serviu para apresentar desdobramentos de escutas que envolveram 7 mil mulheres em conferências municipais. Clarice Leonel, diretora da Secretaria de Estado das Mulheres (SEMU), ressaltou que a crise climática atinge os grupos sociais de forma desigual. “O cotidiano da Amazônia é um exercício de vivência e acúmulo de experiência de gênero e clima. Queremos transformar toda essa escuta da juventude e das mulheres em políticas públicas de Estado”, pontuou a diretora. O evento contou ainda com uma feira de mulheres empreendedoras focada na autonomia econômica como ferramenta de ruptura de ciclos de violência.

Para a administração da FCP, o apoio logístico e institucional a debates transversais é parte da missão da fundação. Berg Teixeira, Diretor Administrativo e Financeiro da Fundação Cultural do Pará, reiterou a abertura da instituição para pautas sociais. “A Fundação entende que, por ser o Curro Velho um espaço histórico rodeado pelo público-alvo deste evento, nós somos os meios para apoiar discussões de gênero, diversidade e clima”, declarou.

A plenária em Belém representa a terceira etapa do calendário nacional, realizada após os encontros na Mata Atlântica e no Pantanal. O cronograma de escutas percorre os seis biomas brasileiros e seguirá para a Caatinga, o Pampa e o Cerrado até o fim de junho. A iniciativa conta com o apoio institucional do Fundo de População das Nações Unidas e do Conselho Nacional da Juventude.

Ao disponibilizar infraestrutura para o debate sobre justiça climática e transversalidade de direitos, a FCP assegura que seus espaços de formação artística também atuem como centros de cidadania e articulação social para as populações da Amazônia. Acompanhe as ações da FCP pelo nosso site (fcp.pa.gov.br) e nossa rede social (instagram.com/fundacaoculturalpa).