O Núcleo de Oficinas Curro Velho está em pleno período de realização do primeiro módulo de oficinas de 2026, que começaram no dia 6 de abril e encerram no próximo dia 28, terça-feira. São 30 oficinas em andamento, divididas entre as linguagens visual, fotográfica, audiovisual, cênica e musical, além das oficinas de animação e arte digital, e as oferecidas pelo Núcleo de Prática de Ofício e Produção. Nessa matéria vamos dar destaque para as oficinas de linguagem cênica: Danças Urbanas, Iniciação à Dança do Ventre e Iniciação Teatral, organizada e acompanhada pelos técnicos em gestão cultural Mika Nascimento, Tatiane dos Santos e Jessica Brito. As formações, que estão em sua segunda semana, atendem alunos de Belém, da região metropolitana e de outros municípios do estado, como Salinópolis.
A oficina de Iniciação Teatral, conduzida pela instrutora Ingrid Gomes, ampliou sua capacidade para atender 30 inscritos devido à alta demanda. Na oficina de Dança do Ventre, a instrutora Anicee D’Carmo trabalha a fusão da técnica com ritmos regionais, como o lundu. Já a turma de Danças Urbanas, ministrada pela instrutora Rafinha Brito, se destaca pela participação de jovens do Abrigo Calabriano, espaço de acolhimento vizinho à instituição.
De acordo com o técnico Mika Nascimento, a presença desses alunos reforça a função social do espaço. “Há um diferencial, porque a oficina de Danças Urbanas recebeu uma grande parte dos alunos do Abrigo Calabriano, que sempre faz oficina aqui com a gente. Esta presença demonstra bem a atuação do Curro Velho dentro da comunidade”, afirma. O técnico ressalta ainda o valor do trabalho realizado pelo Curro Velho: “A gente é reconhecido como o espaço de instrução não formal mais importante da cidade. Todo mundo que se formou aqui se designa como ‘cria do Curro, ou seja, pessoas que passaram por aqui em algum momento da sua vida”.
Celeste Iglesias, diretora do espaço, considera que, dessa forma, o Curro Velho reafirma sua missão de ser um espaço de portas abertas para a diversidade e para o talento que pulsa nas nossas periferias. “Ao integrarmos jovens de espaços de acolhimento como o Abrigo Calabriano e recebermos alunos de diversos municípios, estamos cumprindo o papel fundamental de democratizar o acesso à formação artística. Mais do que ensinar uma técnica cênica, nosso objetivo é oferecer um ambiente de pertencimento onde cada cria possa desenvolver sua identidade e enxergar na arte um caminho real de expressão e cidadania", finaliza.
Importante reforçar que a estrutura do Curro Velho conta com espaços específicos para a prática artística, incluindo um teatro fechado para 200 pessoas, teatro de arena, sala de dança com linóleo e espelhos, além de laboratórios de animação e fotografia. A manutenção destas linguagens cênicas reafirma o papel do Núcleo de Oficinas Curro Velho e da Fundação Cultural do Pará como instituições que executam as políticas públicas de cultura do Pará. Ao investir na iniciação artística, a FCP promove a democratização do acesso à arte e garante espaços adequados para a formação de novos talentos e a preservação da identidade cultural local. Acompanhe as ações da FCP pelo nosso site (fcp.pa.gov.br) e nossa rede social (instagram.com/fundacaoculturalpa).