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Centro de Estudos Cinematográficos promove debate sobre a obra de Terrence Malick

  • Publicado: Sexta, 24 de Junho de 2016, 13h48
  • Última atualização em Terça, 20 de Setembro de 2016, 17h07
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O Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), com apoio da Fundação Cultural do Pará (FCP), realiza na próxima terça-feira (28), as 18h30, no Cine Alexandrino Moreira, na Casa das Artes, uma mesa-redonda sobre o tema “O Cinema de Terrence Malick: Uma Estética Contemporânea?”, para discutir a obra do diretor norte-americano. Com participação gratuita, o encontro terá a participação dos críticos de cinema Marco Antônio Moreira, Francisco Cardoso, Arnaldo Prado Jr., Augusto Pacheco e Guilherme Lobão de Queiroz, estudioso da obra do cineasta.

Roteirista, produtor de cinema e diretor, Terrence Malick, 72 anos, tem oito filmes lançados. Um dos destaques é “The Tree Of Life (A Árvore da Vida)”, que abrange questões existenciais, como a origem do universo. Malick é conhecido por explorar temas filosóficos em suas produções e atribuir características peculiares a elementos como imagem, som, personagens e narrativa.

Jornalista cultural e mestre em Cinema e Comunicação pela Universidade de Brasília (UNB), Guilherme Lobão de Queiroz é o convidado especial do CEC para a mesa-redonda. Guilherme quer abordar a “própria persona de Terrence Malick”, um cineasta avesso a entrevistas, mas que está presente inteiramente em seus filmes por meio de referências a sua infância, família e ideias filosóficas. O crítico também quer analisar os elementos que conferem singularidade estética à obra do diretor.

Recurso estético - Nesse aspecto, Guilherme Lobão acredita que essa singularidade existe desde o primeiro filme de Malick, “Terra de Ninguém”, mas ao longo do tempo esses recursos estilísticos ficam mais evidentes, compondo o estilo próprio do diretor. Um desses recursos é o “voz over” ou “voz em off”, por vezes considerado um recurso que empobrece uma narrativa, mas na obra de Mallick tem um uso estético.

“A narração em off utilizada em seus filmes apresenta a peculiaridade de descolar o conteúdo falado da imagem apresentada, muitas vezes descombinadas, criando duas camadas narrativas simultaneamente, por meio de sussurros semelhantes a preces. Esta, entendo, ser uma das chaves para se ler a narrativa de Malick. No entanto, suas singularidades passam ainda pelo trabalho gestual dos atores, com ênfase no toque das mãos; passam pelo trabalho com a paisagem e, claro, pela fotografia, na qual Malick desafia seus cinematografistas a trabalharem somente com luz natural”, conta Guilherme Lobão de Queiroz.

O jornalista é especialista na obra de Terrence Malick. Autor da dissertação “Pegadas de dinossauro - Uma expedição teopoética pelo cinema de Terrence Malick”, o crítico abordou a obra do diretor a partir de observações que passam pelos campos divino, poético e filosófico. Usando da “teopoética” – uma estilística de discurso para se referir ao Deus cristão – o autor encontrou possibilidades de compreensão no cinema de Malick, que antes não conseguia alcançar com os estudos já existentes sobre o diretor.

“Encontra-se muito material sobre a paisagem, o oeste americano, a poesia, a espiritualidade e, sobretudo, a filosofia nos filmes dele. A teopoética em Malick foi sendo incorporada organicamente, à medida que as minhas hipóteses foram se comprovando, sobretudo ao mergulhar nas influências teológicas do cineasta. Até que ponto Malick está trazendo Heiddeger (filósofo alemão) para seus filmes? Em que momento ele busca a poética do sonho americano? E onde ele está explorando um contato com o divino? Há sempre pistas no cinema de Malick. E a gente, enquanto pesquisador, vai atrás de explicações - ou devaneios, neste meu caso”, ressalta Guilherme Lobão.

Conversa sobre cinema - Na mesa-redonda “O Cinema de Terrence Malick: Uma Estética Contemporânea?”, o crítico acredita que será realizada uma troca enriquecedora, em que poderá fazer o que mais gosta, conversar sobre cinema. Segundo ele, discutir a obra de Malick é importante devido ao seu interesse pessoal como pesquisador do tema, mas também destaca o fomento à cultura de discutir obras cinematográficas, sobretudo em espaços acadêmicos, de formação e difusão cultural.

“Especificamente sobre Malick, entendo ser ele um diretor com um trabalho de fortuna crítica muito grande. Independentemente de seu cinema agradar ou não, o importante é que ao menos nos dá muito o que debater”, afirma Guilherme Lobão de Queiroz, que estará em Belém pela primeira vez.

Serão emitidos certificados de participação. A mesa-redonda, com limite de 70 vagas, é destinada a estudantes de cinema e audiovisual, filosofia, artistas e a demais interessados na obra de Terrence Malick.

Serviço: Mesa-redonda “O Cinema de Terrence Malick: Uma Estética Contemporânea?”, na Casa das Artes (Cine Alexandrino Moreira). Dia 28 de junho, as 18h30. Praça Justo Chermont, 236, Bairro Nazaré. Inscrições gratuitas. Mais informações: (91) 4006-2926.

As inscrições devem ser feitas pelo link http://migre.me/ubWfi

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Assunto(s): Artes Visuais , Multmídia
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