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Companhia Amazonense apresenta “A Vida começa pela memória”

  • Publicado: Sexta, 20 de Março de 2015, 17h42
  • Última atualização em Terça, 10 de Maio de 2016, 11h32
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Um grupo criado na rede social reuniu pessoas de diversas idades e realidades para o compartilhamento de opiniões, lembranças, memórias coletivas. Todo o material coletado passou por um processo de abstração que deu origem ao espetáculo de dança “A Vida Começa pela Memória”, da Companhia de Intérpretes Independentes, do Amazonas. Acompanhado de atividades de ensino, ele compõe o projeto “Circulando com a Memória”, que será realizado no período de 20 a 25 de março, em Belém. A participação nas atividades é aberta ao público e gratuita.

O projeto como um todo foi contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013, e o espetáculo é a 13ª montagem da companhia de Manaus. Com concepção cênica de Ricardo Risuenho, ele aborda a relação que o homem estabelece com a memória, a partir da estética do fotógrafo tcheco Jan Saudek. “Apesar de basear-se no relato de diversas pessoas, não é um espetáculo narrativo”, adianta Risuenho. “O processo de criação, inclusive, começou com o mote: ‘o que é ser paraense?’, mas acabou sendo diluído. Acabamos falando sobre como a  memória reflete quem somos e a compreende como estados compartilhados de lembranças”.

Na trama, dois personagens, interpretados pela bailarina Anna Raphaella Costa e pelo coreografo Ricardo Risuenho, são envoltos por uma rede de pesca - uma “rede de lembranças”, na qual projetam memórias corporais ao mesmo tempo particulares e universais num ambiente de suspensão e sonho. Criado há pouco mais um ano, o espetáculo estreou no Pará, na cidade de Tucuruí, mas depois, passou a circular pelo país, passando pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Minhas Gerais, entre outros estados. “Foram mais de 30 apresentações antes de finalmente chegar à capital paraense”, destaca Ricardo.

O projeto inclui ainda oficina, palestras e mesa redonda acerca da pesquisa sobre a movimentação dos membros superiores (MMS) desenvolvida pela Cia. de Intérpretes Independentes. O objetivo das ações didáticas é atingir, além do público em geral, professores e alunos dos cursos de dança das universidades do Brasil, a interessados em ampliar seu conhecimento direcionado a pesquisas.

“Esta é uma pesquisa desenvolvida há nove anos e que traça as possibilidades de movimentos dos membros superiores. Acabou resultando em forma de preparação corporal dentro da companhia – que já existe há 11 anos. Pelo fato de ser médico, verifiquei lesões prematuras e outras condições nos intérpretes devido a essa intensa movimentação corporal e passei a realizar a pesquisa”, justifica Ricardo.

Esta etapa da circulação, em Belém, conta com a parceria da Fundação Cultural do Pará (FCP), que cedeu os espaços.

Espetáculo – “A Vida começa pela Memória”. Dia 20 (sexta), no Teatro do Curro Velho (Rua Professor Nelson Ribeiro, nº 287 - Telégrafo) e dia 21 (sábado), no Teatro Experimental Waldemar Henrique (Praça da República). Ambos tem classificação etária de 16 anos e entrada franca.

Oficinas – “Técnica MMS”, ministrada em aulas práticas e teóricas nos dias 23 a 25 (segunda a quarta), no horário de 9h as 12h, na Casa da Artes (Antigo IAP). A oficina é voltada para bailarinos, coreógrafos e professores de dança de Belém. Os interessados devem fazer sua inscrição no Núcleo de Oficinas Curro Velho, na Gerência de Linguagem Corporal. Informações pelo telefone 3184-9110.

 

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