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Roda com mestres do choro fecha dia de ensaio na Casa das Artes

  • Publicado: Segunda, 22 de Junho de 2015, 11h30
  • Última atualização em Sexta, 25 de Dezembro de 2015, 04h09
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Alunos, professores e amantes da música receberam de peito aberto a presença dos dois grandes convidados do último módulo do projeto “Choro do Pará”, realizado ao longo dos meses de maio e junho na Casa das Artes (antigo IAP), da Fundação Cultural do Pará (FCP). Eles ensaiaram ao longo da tarde de sábado, das 16h às 19h, e seguiram para ouvir Mestre Siqueira e Josimar Monteiro, assim como revezar um banquinho ao lado deles, para fazer uma bela roda de choro que só encerrou por volta das 21h, na varanda da Casa das Artes.

O encontro com os dois convidados, vindos do Rio de Janeiro, também ajudou a aperfeiçoar os músicos que integram a Orquestra Choro do Pará, que está com apresentação de encerramento do segundo módulo do projeto marcada para o dia 24 (quarta-feira), às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, do Centur, com entrada franca.

“A presença deles permitiu tanto a troca de experiências e técnicas como de informações e novidades da cena dos três grandes centros do choro no Brasil, que são: Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo”, comenta o professor Diego Santos, que ensina violão de seis e sete cordas aos alunos do projeto Choro do Pará. “Isso é importante porque a linguagem, mesmo sendo tudo choro, muda de um lugar para o outro, há uma outra linha de harmonia”, completa.

“Iniciei meus estudos ao violão de seis cordas aos nove anos por influência de meu irmão Jurandir Monteiro e minha carreira profissional aos 14 anos (1980), apresentando-me em casas noturnas com a velha guarda do samba e do choro de Belém do Pará”, conta Josimar Monteiro. Cinco anos depois, ele já estava acompanhando grandes nomes da música que chegavam a Belém, como o mestre Noca da Portela, Moreira da Silva e Jamelão. Na Casa das Artes deu show, tocando do início ao fim da roda de choro.

Já mestre Siqueira, sentando em seu banquinho, de chapéu da Mangueira na cabeça, contribuía calado e com mãos ágeis para a alegria de quem compareceu à roda. Siqueira nasceu em Recife em 1937. Filho de músicos, com 13 anos começou a tocar cavaquinho. Começou a solar no cavaquinho com Nelson Velha Guarda, violonista do mestre Pixinguinha, e passou a fazer parte do regional como centrista do cavaquinho. “O Garoto”, era assim que mestre Pixinguinha o chamava.

“Achei muito legal conhecer eles, conhecer alguém que tocou com o maior de todos, o Pixinguinha”, declara Maria Paula Borges. Ela entrou para o projeto Choro do Pará com apenas nove anos, quando ele ainda era realizado no Núcleo de Oficinas Curro Velho, da FCP; e hoje, com 11, diz que sua paixão é a percussão e o choro. “Ele é diferente de outros estilos pela emoção, a energia da música. E aprendi rápido, a percussão não é tão difícil, ela é mais para dar destaque ao pandeiro”, explica.

O próprio Diego Santos é desses que começaram no projeto como alunos e seguiram para a orquestra, sendo ainda instrutor de violão e também o responsável por boa parte dos arranjos elaborados especialmente para a Orquestra Choro do Pará, que este ano completou nove anos de existência.

 

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