Ir direto para menu de acessibilidade.


Página inicial > Notícias > Biblioteca Arthur Vianna: 147 anos de incentivo e fomento à leitura
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Biblioteca Arthur Vianna: 147 anos de incentivo e fomento à leitura

  • Publicado: Quarta, 21 de Março de 2018, 10h31
  • Última atualização em Quarta, 21 de Março de 2018, 10h32
  • Acessos: 1093
imagem sem descrição.

A Biblioteca Pública Arthur Vianna da Fundação Cultural do Pará (FCP) comemora neste domingo, dia 25 de março, 147 anos de serviços prestados a população de Belém. São anos de dedicação dos funcionários que fazem parte do dia-a-dia deste espaço rico em informação e leitura, assim como o reconhecimento e valorização por parte dos usuários.

Reformada em 2017, a Biblioteca da FCP conta com o tradicional espaço de leitura no segundo andar. No total, são mais de 800 mil exemplares disponíveis no acervo, divididos em seções. No Acervo Geral estão todos os gêneros, que vão de livros didáticos, técnicos e científicos.

O usuário pode encontrar na Seção Circulante livros de literatura estrangeira e de literatura na língua estrangeira. Na Hemeroteca, encontram-se uma infinidade de recortes de jornais. Também é possível encontrar tudo relacionado ao Estado na Seção de Obras do Pará.

O ambiente de leitura também conta com Seção Infantil e Brinquedoteca voltadas para as crianças; Seção Audiovisual e Fonoteca, para amantes da sétima arte e os que buscam experiências retrô; Infocentro para acessar a internet, além de Seção de Jornais, Microfilmagem e Obras Raras para quem procura informações e leituras antigas.

Lenda viva – Ranulfo Figueiredo, de 43 anos, é considerado uma das lendas vivas da Biblioteca Pública Arthur Vianna. Responsável pela Seção de Jornais, ele conta que já trabalha há 35 anos no setor e por isso adquiriu um grande conhecimento, sendo referência em títulos e períodos de jornais.

Segundo ele, a Seção de Jornais tem em média a presença de 100 pessoas por dia, com a maioria sendo adulta, uma parte adolescente e infantil quando ocorrem as visitas monitoradas de escolas. “Aqui o usuário pode encontrar as informações divulgadas ao longo do tempo. Temos jornais desde 1822, com assuntos importantes que aconteceram na história da cidade e do Estado, como a cabanagem”, afirma Ranulfo Figueiredo.

Ranulfo também revela que existem pessoas que vão fazer pesquisas na Seção de Jornais por pura curiosidade, não só direcionadas para Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), mestre e doutorado. “Às vezes alguém vem aqui para constatar, por exemplo, se a eleição de 50 foi realmente muito violenta”, revela.

Ele avalia como positivo o momento que a Biblioteca Arthur Vianna vive, apesar do desenvolvimento da tecnologia, tirando um pouco o hábito de ler livros físicos. “Quando entrei, a biblioteca era basicamente atendimento com pesquisa de livros e jornais. E hoje ela continua sendo muito importante para a população, até porque diversificou os tipos de atividades, com a Brinquedoteca, Gibiteca e Fonoteca, por exemplo”, finaliza.

Amor à profissão – Socorro Henriques, de 55 anos, trabalha desde o ano de 1992 na Biblioteca Pública Arthur Vianna. Para ela, ser bibliotecária é um trabalho maravilhoso que a realiza. “Já trabalhei em outros lugares, mas não igual aqui, pois temos o contato direto com os usuários. Nosso trabalho é conversar com o usuário. Muitos vêm aqui perdidos, então a gente conversa tanto com eles que acabamos fazendo amizade”, comenta.

A bibliotecária trabalha na Seção de Obras do Pará, onde o usuário pode encontrar livros de autores paraenses e de pessoas que passaram pelo Estado. Para ela, trabalhar na Arthur Vianna é uma satisfação. “Quando não temos o livro, a gente sempre procurar buscá-lo de alguma forma para o usuário. Por isso, existem pessoas que chegam aqui e se encantam com nosso atendimento e pela nossa estrutura. É um trabalho que me complementa”, revela.

Acesso à informação – O jornalista Felipe Feitosa, de 26 anos, frequenta a Biblioteca Arthur Vianna sempre que possível. Ele a considera um espaço de agregação de cultura e fomento de maneira gratuita às pessoas terem acesso ao conhecimento. “A pessoa chega e tem acesso a livros que talvez em uma biblioteca comum ou no mercado não teria dinheiro para comprar. Aqui tem um acervo riquíssimo que preserva de maneira basilar a memória do Estado e disponibiliza a quem interessar”, afirma.

O jornalista também comenta sobre a infinidade de possibilidades que os usuários encontram nas dependências da Biblioteca Pública Arthur Vianna. “Aqui tem música, tem manifestação artística, tem espaço de convivência e, claro, jornais, revistas e acesso à internet. Há uma gama de possibilidades, principalmente para a população de baixa renda que não tem tanto acesso a conteúdos de maneira paga”, finaliza.

Meca do conhecimento - O tradutor Paulo Brasil, de 50 anos, voltou para Belém depois de 10 anos de estadia no Rio de Janeiro. Ele conheceu a nova estrutura da Biblioteca logo após a reinauguração através de um amigo. “Já a conhecia há muito tempo atrás. Fiz amizades com as pessoas daqui e através da leitura estou de volta ao espaço”, afirma.

Na Biblioteca, Paulo afirma que busca por histórias antigas, como antigas civilizações, povos antigos, egípcios, gregos, romanos, além de revistas atuais para ficar por dentro dos assuntos. “Até uso a internet aqui, porém não sou muito amante, prefiro optar pela leitura mesmo”, comenta.

Segundo o tradutor, a Biblioteca é a Meca do conhecimento por ter tudo o que os amantes da boa leitura buscam, como biografia, história antiga, história do Pará, revistas e entre outros quesitos. “É um lugar bacana que você tem conforto e segurança. Somos bem tratados, é um ambiente limpo. Para quem busca conhecimento, esse é o local”, comenta.

Paulo revela que frequenta a Biblioteca de segunda a sexta, pela manhã e pela tarde, pois quando começa a ver um assunto, procura terminar o mais breve possível. “Até brinco com uma das bibliotecárias daqui que acho que já li de 40 a 50 livros. É fascinante. Outro dia terminei um livro de 700 páginas. Gosto muito de estar aqui”, revela.

Com vivências em São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, o tradutor avalia que a estrutura oferecida pela Arthur Vianna funcionaria perfeitamente em qualquer lugar do Brasil. “Aqui temos segurança, conhecimento e pessoas capacitadas. Este lugar é importante para Belém por fomentar a leitura. É ideal para quem procura conhecimento, diversão, cultura, arte em si”, finaliza.

registrado em:
Fim do conteúdo da página