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Projeto Sala de Cordas emociona ao encerrar participação com evento musical em São Caetano de Odivelas

  • Publicado: Quinta, 30 de Julho de 2015, 11h25
  • Última atualização em Sexta, 25 de Dezembro de 2015, 04h15
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Belém, 2006. O Projeto Sala de Cordas nasce do desejo de implantar oficinas de instrumentos de corda nas escolas públicas do estado. Além de escolas, o projeto também poderia atuar em comunidades da capital e do interior. Corta pra 2015. Nove anos depois, 83 (veja bem, 83!) crianças e adolescentes tocam Uirapuru, do maestro Waldemar Henrique, numa quarta-feira despretensiosa e chuvosa de Julho, no Centro Cultural Municipal de São Caetano de Odivelas, no nordeste do Estado.Além do Uirapuru, a recém formada banda também tocou Asa Branca,do mestreLuiz Gonzaga; A casa, do poetinhaVinicius de Moraes, É preciso saber viver, da dupla Erasmo e Roberto Carlos; e o clássico Sinhá Pureza, do nosso Pinduca.

Foi muito emocionante ver crianças e jovens moças e rapazes chegando no escuro, carregando seus instrumentos, com seus sorrisos brilhantes, extremamente orgulhosos das suas caminhadas até aqui. Foi absolutamente encantador perceber a onipresença da música na pequena cidade de pouco mais de 17 mil habitantes.

“As aulas do projeto foram ministradas nos meses de Abril, Maio e Junho, no próprio centro cultural. 100 pessoas se inscreveram – a média de idade dos alunos estava entre 14 e 25 anos, apesar de haverem alunos de 8 e de 40 anos –, mas tínhamos apenas 83 vagas, que dividimos em quatro turmas. Os que não puderam entrar nessas turmas ficaram numa lista de espera, e serão incluídos agora no segundo semestre”, conta Adaílson dos Santos, professor da rede pública e coordenador do projeto Sala de Cordas no município.

Segundo Paulo Moura, gerente de Linguagem Sonora da Fundação Cultural do Pará, a ação sempre prioriza a contratação de instrutores do próprio município contemplado, motivo pelo qual o musicista Rosinei Monteiro Jr., após ser indicado pelo Maestro Márcio Cardoso (da Escola de Música Rodrigues dos Santos), foi selecionado como instrutor das oficinas. Além de musicista, Rosinei também é membro da referida Escola de Música, instituição centenária que data de 1881, mais antiga até que a elevação do município à cidade, em julho de 1895.

“Foi um privilégio ser indicado pelo maestro para essa função. O projeto foi muito bom, acrescentou muito pra nós. A grande vantagem foi a inclusão de um instrumento de corda na nossa comunidade musical, pois o forte da cidade são os metais (instrumentos de sopro, como trompas,trompetes e trombones)”, explica Monteiro. 

Jheniffer das Chagas tem 16 anos e participou do projeto que, segunda ela, modificou totalmentesua vida. “Já estava bebendo todos os dias, sem rumo, me envolvendo com coisas ruins, quando conheci o projeto. Agora estou decidida: quero ser musicista”, confessa, emocionada, a violonista em formação.

Quais os planos após o término das oficinas? Segundo Ademar Farias, Secretário de Cultura do município, a proposta é levar os alunos que passaram pela formação para as colônias da zona ruralcomo multiplicadores e dar continuidade à escola de música.

E São Caetano de Odivelas não é qualquer cidade para os amantes da música. É um lugar que carrega uma longa tradição na formação de musicistas e exporta músicos para bandas militares e até para a Orquestra Sinfônica da Fundação Carlos Gomes. É uma cidade que tem como hábito a Alvorada, uma prática comum, onde a banda sai tocando o dobrado – um tipo de marcha – a partir das 5h30 da manhã, pelas ruas da cidade. Imagina só! Acordar com uma banda passando pela porta de casa.Segundo Eduardo Melém, aluno do Sala e musicista do projeto Choro do Pará, os moradores saem de casa e vão pra suas portas saudar a centenária banda.

Ê Parazão, terra maravilhosa, cheia de surpresas. Vida longa à São Caetano e aos inspiradores musicistas que dela vem.O projeto Sala de Cordas da Fundação Cultural do Pará foi realizado nos municípios de Melgaço, Belém, Ananindeua, São Caetano de Odivelas com oficinas de violão e retoma suas atividades agora no segundo semestre de 2015.

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