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FCP comemora o sucesso da Semana do Quadrinho

  • Publicado: Sexta, 02 de Fevereiro de 2018, 09h42
  • Última atualização em Sexta, 02 de Fevereiro de 2018, 09h55
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Encerra hoje, 02, a programação da Semana do Quadrinho Nacional na Biblioteca Arthur Vianna, no prédio do Centur, e dentro da programação foi realizada a oficina de quadrinhos com Rosinaldo Pinheiro, autor da Turma do Açaí.

Em uma semana de palestra e oficina sobre histórias em quadrinhos, Rosinaldo Pinheiro, que é autor da “Turma do Açaí” tem como objetivo despertar o interesse e técnicas aos iniciantes, para que assim desenvolvam sua criatividade na criação dos quadrinhos.

Rosinaldo Pinheiro conta que abordou as técnicas que já usa para produzir seus quadrinhos e o que aprendeu ao longo de todo seu aprendizado e experiência no mercado, para assim, proporcionar de forma básica aos participantes o conhecimento sobre o processo de criação, rascunho, desenho e os estilos.

A estudante Paola Diellem, 15, é uma das participantes e afirma que gostou muito de ter participado da oficina, pois isso proporcionou muita coisa boa e nova a ela. “Gostei muito de ter participado da oficina, pude conhecer os diversos estilos de quadrinhos e pude aprender boas técnicas e assim poder colocar em prática onde desenvolvo um trabalho social” conta.

Lançamentos - Durante o evento que foi marcado por lançamentos, bate papo com quadrinhista, tivemos a participação do artista Lucas Quaresma.

O jovem Lucas é autista, e autor da série de quadrinhos “Medo de quê?”, onde retrata medos seus e de outras pessoas de forma bem humorada. Na feira, ele está vendendo suas histórias e camisas também.

A mãe do quadrinista, Eliene Quaresma, de 54 anos, conta que desde o diagnóstico do rapaz, quando ele tinha três anos, a vida tem sido uma constante superação. “Quando você tem um diagnóstico desse na família e ouve que ele não vai conseguir fazer nada, isso afeta a gente. Você tem que buscar força em algum lugar, em você e nas pessoas.”, conta. O desenho sempre esteve na vida de Lucas, Eliene explica que os traços do jovem sempre foram uma forma de se expressar. “A habilidade de desenhar tem a função de traduzir os sentimentos dele e depois de tanto amor e dedicação conseguimos transformar isso em algo que influencia a vida de outras pessoas”, afirma.

Para transformar os desenhos do jovem autista em uma revista publicada e a venda nas bancas, Lucas precisou de ajuda na diagramação e finalização das artes. É ai que entra Thayz Magnago, design, 35 anos. “Geralmente ele faz a maior parte, a gente geralmente só entra na finalização, na comercialização digamos assim”, explica. A recepção do trabalho tem sido muito positiva de acordo com Thayz. “A gente tem feito um trabalho junto às escolas de Belém e a crianças tem sido muito bem receptivas. Teve um aluno que mandou mensagem pedindo uma historinha de medo de escuro”, conta.

Feira do Quadrinho - Para esquentar ainda mais a programação da semana do quadrinho nacional que encerra hoje, alguns expositores estão presentes na feira de quadrinhos para trocar ou vender seus produtos. No evento, você encontra desde HQS nacionais como Turma da Mônica, e outras HQS do selo Marvel e DC Comics.

Para muitos a Semana do Quadrinho Nacional, não se trata apenas de Hqs, mas onde  as pessoas podem trocar ideias ou adquirir exemplares. Um dos expositores da feira de quadrinho, o professor de geografia Erick Batalha, 22, conta que este é o primeiro ano como expositor. “Ano passado, vim como visitante, estou gostando de participar, é uma boa experiência”, comenta. Para sua primeira vez como expositor na feira de quadrinhos ele trouxe 90 títulos e mais de 100 quadrinhos.

Sobre a Semana do Quadrinho Nacional ele afirma que a iniciativa é boa, pois os visitantes que vem para a programação acabam conhecendo HQS e autores que são da cidade. “É muito importante. Tem muita coisa sendo produzida e isso faz as pessoas que vem para o evento conhecerem. Muita gente que está na feira de quadrinho no caso dos expositores, começaram no espaço da gibiteca”, pontua.

Com a feira de quadrinho, muitos visitantes vêm a procura raros exemplares ou no caso de colecionadores, apenas para aumentar ainda mais a sua coleção de HQS. No caso do professor de história, Márcio Alexandre, 37, ele afirma que veio para o evento, comprar alguns títulos para a sua coleção. “Como colecionador, vim adquirir alguns exemplares” conclui.

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