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Cine Alexandrino Moreira exibe filme premiado no Impact Docs Award

  • Publicado: Segunda, 14 de Agosto de 2017, 10h00
  • Última atualização em Segunda, 14 de Agosto de 2017, 10h00
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Gravado na Amazônia, premiado no Impact Docs Award, e inscrito em mais de 50 festivais de países como Japão, Irlanda, Inglaterra, Rússia, Itália e Canadá, o documentário “Beyond Fordlândia”, do americano Marcos Colón, que ainda não foi lançado oficialmente no Brasil, terá sua Premiere no Cine Alexandrino Moreira, da Casa das Artes, gerida pela Fundação Cultural do Pará, às 19h desta segunda-feira (14). O jornalista Lúcio Flávio Pinto é o convidado do evento e fará uma breve abertura falando sobre a temática do filme.

O documentário foi gravado na Amazônia no período de janeiro 2016 a julho de 2017, e faz um retrato dos grandes impactos causados pelos empreendimentos que são instalados na região, um deles o desmatamento em função do plantio da soja. De acordo com o cineasta Marcos Colón “o objetivo do 'Beyond Fordlândia' é apresentar outra visão da região amazônica, com o propósito de representar e mostrar através desse conceito imagético que na Amazônia as histórias se repetem”.                       

Para a produção do documentário, o cineasta centrou suas pesquisas na representação da Amazônia na literatura brasileira do século 20 a partir de uma perspectiva de estudos ambientais. Em viagem à região, como parte de um trabalho de uma bolsa de investigação da faculdade, o americano visitou diversos lugares, inclusive Fordlândia, que dá nome ao filme.

“Cruzamos a BR-163 inteira até chegar ao braço da Transamazônica, e nesse período rodamos cerca de 1800 km. Fiz duas vezes esse trajeto por conta de refazer matérias e gravações que não ficaram boas. Estivemos em Belém, Manaus, Santarém, Aveiro, Rurópolis, Juruti, Miritituba, Itaituba, Belterra, Floresta Nacional do Tapajós, comunida de Maguari e outras”, conta.

Em sua pesquisa e produção de “Beyond Fordlândia”, Marcos Colón teve contato com grande pensadores da região como Marcos Barros, Lúcio Flávio Pinto, Paes Loureiro e Carlos Corrêa Santos, entre outros que, segundo ele, “observaram que a monocultura implantada por Henry Ford em 1927 se repetiria 90 anos depois numa escala de destruição ainda maior e muito mais agressiva não somente à região, como ao homem”.

A produção do documentário levou em média 15 meses para chegar ao produto final. O cineasta teve a colaboração dos brasileiros Bruno Erlan e Diego Farias, que moram em Santarém, e participaram da sonoplastia, edição de vídeo e fotografia. 

"Dentro da pesquisa eu encontrei várias relações entre o modelo implantado por Ford e o advento na soja hoje na Amazônia. Essas são duas políticas de monocultura que se correspondem até porque Ford fez altos investimentos em soja. Durante o processo de produção, o que nos saltou aos olhos foi que a floresta amazônica e o homem amazônico estão em perigo, sendo que este último sofre maior risco que a própria floresta”, resume Marcos.

Serviço: Cine Alexandrino Moreira exibe “Beyond Forlândia”. Dia 14 de agosto, às 19h, na Casa das Artes (Praça Justo Chermont, ao lado da Basílica Santuário de Nazaré). Entrada franca.

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