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Prêmio de Experimentação, Pesquisa e Difusão movimenta produção artística paraense

  • Publicado: Terça, 13 de Setembro de 2016, 14h42
  • Última atualização em Terça, 13 de Setembro de 2016, 14h43
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Foto: Bruno Cecim
imagem sem descrição.

Foi a partir da observação do cotidiano que o escritor e cineasta Vicente Cecim se inspirou para a criação do filme “A Cidade sonha”, um dos projetos contemplados pelo Prêmio de Experimentação, Pesquisa e Difusão Artística 2016, do programa Seiva da Fundação Cultural do Pará – FCP.  

Ele conta que a ideia do filme surgiu na década de 70, mas somente quase meio século depois Vicente Cecim descobriu que as pesquisas feitas pelo naturalista alemão Curt Niemendajú entre os índios Tukuna, na região do Alto Solimões, tinham relação direta com sua inspiração. “Se deu, então, o encontro da minha visão do mundo onírico dos habitantes urbanos de Belém com as visões das máscaras Tukuna. E o filme se formou na minha mente, a partir de uma interrogação. Qual a relação entre essas duas visões sonhadas?”, conta.

“A Cidade sonha” está dividido em três fases. A primeira é a coleta de informações, estudo e reunião de materiais, que servirão de base para o filme. O cineasta também reuniu materiais específicos a serem usados nas filmagens: máscaras Tukuna, elaboração de textos descritivos e textos poéticos sobre o mundo dos sonhos para aplicação ao longo do filme, definição e a criação da trilha sonora – parte dela criada pelo escritor.

 A segunda fase é a filmagem dos relatos de sonhos urbanos e outros elementos que eventualmente surjam, se manifestem no próprio processo de criação do filme, ainda como potencialidades que enriqueçam a obra. Por fim, a terceira fase é montagem, edição e finalização da obra com exibição nos circuitos adequados à sua natureza e público em geral – incluindo circuitos de exibições projetadas e mídia virtual, encaminhamento para mostras de cinema nacionais e internacionais, entre outros circuitos.

Para Vicente Cecim, a iniciativa da Fundação Cultural do Estado do Pará permite ao artista contar com aquilo que mais lhe faz falta: os recursos financeiros e, por meio deles, os meios materiais para realizar suas ideias e converter em obras que expressem a cultura amazônica e a levem a dialogar com outras culturas. “E ao mesmo tempo, dar conhecimento aos próprios habitantes da região das potencialidades criativas e anseios de todos, através da arte”, ressalta.

A artista Reg Coimbra também compartilha da mesma opinião de Cecim. Para ela, este tipo de incentivo é fundamental para o fomento de criações artísticas e culturais do estado. “Torço que existam mais iniciativas neste sentido, abrangendo cada vez mais áreas e profissionais, democratizando a discussão e, assim, fazer com que seja possível ter um número maior de produções artísticas”, destaca.

 

A artista foi contemplada na edição do ano passado com o projeto “Azulejos de Belém: revestindo a sua história”, que fala da cidade por meio de estampas em azulejos, além de fomentar a discussão a respeito da importância da preservação de nosso patrimônio e de nossa memória. “Belém já foi considerada a cidade com a maior diversidade de fachadas azulejadas do país, mas perdemos cerca de 60% deste patrimônio”, explica a artista.

O projeto foi executado em seis meses, divididos entre a pesquisa e criação propriamente dita. No primeiro momento, foi criado um perfil no Instagram, o @azulejosdebelempa, onde há fotos de azulejos encontrados na cidade e o uso das hashtags #azulejosdebelem e #azulejosdebelempa, incentivando que outros usuários participem do projeto, estimulando o sentimento de pertencimento e valorização do patrimônio. O resultado pode ser conferido no site do projeto: www.azulejosdebelem.weebly.com. Além do site, azulejos puderam ser vistos em uma exposição realizada na Casa das Artes, entre os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016.

Prêmio - Nesta edição do prêmio, foram concedidas 30 bolsas no valor de R$ 20 mil cada, distribuídas entre as artes cênicas e musicais, plásticas e audiovisuais, literárias e de expressão de identidade, além de linguagens derivadas destas, como moda, design, circo, gastronomia, entre outras. Esta é a 15ª edição do incentivo para artistas e produtores locais, cujo objetivo é aprimorar e fortalecer a produção artística do Estado. As bolsas são destinadas a todas as formas de manifestação artística, sejam elas ligadas à cultura popular, erudita ou de identidade.

A partir desta terça-feira, 13 de setembro, começa o SPA – Seminário de Pesquisa em Andamento promovido pela Fundação Cultural do Pará por meio da Casa das Artes. O evento será realizado no horário de 9h às 12h e de 15h às 18, até o dia 15 de setembro, na Casa das Artes (ao lado da Basílica Santuário).

O objetivo do seminário é proporcionar um espaço de troca entre os envolvidos, buscando apresentar abertura de diálogo que amplie as possibilidades de estreitamento de vínculos entre as propostas de trabalho. Durante três dias de seminário, os pesquisadores poderão trocar experiências acerca dos processos criativos; potencializar a última etapa da pesquisa, visando formatos de apresentação.

O SPA será um evento aberto ao público e terá a participação dos pesquisadores em arte premiados pela FCP (e suas respectivas equipes de trabalho), dos técnicos responsáveis pelos acompanhamentos, dos Coordenadores de Linguagens Artísticas da FCP e de um ou mais convidados externos.

Todos os espaços físicos da Casa das Artes (Auditório, Sala de Dança, Galeria da Casa de Vidro, Biblioteca e áreas externas: Jardim, Hall e Teatro de Arena/ Anfiteatro e varandas )  serão disponibilizados para utilização durante o Seminário de Pesquisa em Andamento destinado aos pesquisadores do Prêmio de Experimentação, Pesquisa e Difusão da FCP.

 

Serviço: Seminário de Pesquisa em Andamento da FCP

Período: 13 a 15 de setembro de 2016

Horário: 9h às 12h e de 15h às 18h

Local: Casa das Artes – Praça Justo Chermont nº 236 – Ao lado da Basílica Santuário em Nazaré.

Informações: 4006-2929 (Casa das Artes) 3202-4391 (Ascom)

Entrada Franca.

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