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Projeto encerra curso de música no Hospital de Custódia da Susipe  

  • Publicado: Terça, 23 de Junho de 2015, 13h49
  • Última atualização em Sexta, 25 de Dezembro de 2015, 04h10
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Uma apresentação musical encerrou na última quinta-feira (18) o projeto Sala de Cordas no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, localizado no Complexo Penitenciário de Santa Izabel. Vinte e seis internos, entre homens e mulheres, mostraram o que aprenderam depois de quase dois meses de curso. O projeto, parceria entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) com a Fundação Cultural do Pará (FCP), promoveu aulas de violão, no mês de maio, com o objetivo de levar música e cultura aos internos.

No evento, os detentos tocaram violão, enquanto as internas acompanharam com canto. No repertório,  construído com a colaboração dos próprios alunos, canções como "Valsa do Adeus", "A casa", "Asa Branca" e "Hino da Porteira". Além das apresentações em grupo, alguns internos prepararam musicas individuais para agradecer pelo projeto. Técnicos do hospital, entre assistentes sociais, psicólogos, sociólogos e terapeutas ocupacionais, além de coordenadores pedagógicos e a direção, assistiram à apresentação.

O projeto de inclusão foi iniciado em 2007 e já passou pelos centros de recuperação Feminino (CRF) e do Coqueiro (CRC) A iniciativa é voltada principalmente para escolas públicas e penitenciárias, mas também alcança a comunidade em geral. Durante as aulas, os internos aprendem sobre melodia, harmonia e compasso. Eles estudaram ainda módulos do básico ao avançado, dependendo do desempenho de cada um. Ao todo, 21 violões foram usados pelos alunos, 16 doados pela FCP para a unidade prisional.

Para a gerente da Divisão de Educação Prisional da Susipe, o projeto Sala de Cordas é um complemento no tratamento dos internos. “Um dos principais benefícios do curso são as mudanças comportamentais apresentadas pelos detentos, pois conseguimos criar uma rotina pedagógica e eles passaram a ter prazer em frequentar as aulas não só do projeto, mas também da educação formal. O desempenho deles melhorou consideravelmente”, disse.

Depois de perder as primeiras aulas por problemas de saúde, o interno Jonatas Santana, 31 anos, foi considerado um dos destaques da turma, não só pela aptidão com a música, mas também pela mudança de humor. “Perdi algumas aulas no início, mas consegui aprender rápido, gostei muito do curso. Eu me sinto feliz em fazer música e espero continuar aprendendo”, contou.

A coordenadora pedagógica do Hospital de Custódia, Suely Carvalho, considera a música uma importante ferramenta de reinserção social no cárcere. “Estou muito feliz em ver esse resultado. A musica é realmente algo que transforma as pessoas e o ambiente, e eles sofreram essa transformação. Foi um enorme salto para os internos e uma sensação de dever cumprido por nós”, assegurou.

Atualmente, o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico custodia 200 detentos, que cumprem medida de segurança no Estado. Para participar das aulas os internos passaram por uma avaliação com psicólogos e assistentes sociais e com o setor de segurança. A segunda edição do projeto começa em setembro deste ano. As novas turmas devem garantir oportunidade à participação de outros detentos que não têm acesso à educação formal por dificuldades ou transtornos psíquicos.

Timoteo Lopes
Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará

 

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