Notícias

Casa das Artes apresenta o processo do desenvolvimento do longa-metragem "O vento é meu irmão"

A ação faz parte do Projeto Trilhas Compartilhadas, da FCP. A apresentação será nesta quinta-feira, 21, a partir das 19h, com entrada franca
Por Helena Saria (ASCOM)
20/03/2024 15h06

A artista Rayo Machado vai compartilhar o processo artístico no desenvolvimento do projeto “Construindo narrativas ficcionais na Amazônia: a pesquisa no desenvolvimento do longa-metragem ‘O vento é meu irmão’”. A ação faz parte do Projeto Trilhas Compartilhadas, da Fundação Cultural do Pará (FCP), resultado do Prêmio Pesquisa e Experimentação Artística de 2023. A apresentação será nesta quinta-feira, 21, a partir das 19h, com entrada franca.

Voltado para roteiristas, estudantes, profissionais do audiovisual e interessados em processos artísticos de uma forma geral, o evento irá apresentar o dia a dia da pesquisa de campo realizada em novembro de 2023 nos Estados de Rondônia e Amazonas, onde a maior parte do filme se passa, demonstrando os resultados práticos e subjetivos alcançados e como isso impactou positivamente o desenvolvimento do projeto. 

Rayo Machado explica que seu ponto de partida é o entendimento de que a pesquisa de campo é fundamental para nutrir e organizar o desenvolvimento de obras audiovisuais, sobretudo a criação do argumento e do roteiro, documentos indispensáveis nesta fase da produção. 

“No caso de obras ficcionais baseadas na Amazônia, dada sua vastidão e diversidade socioterritorial, a pesquisa pode revelar muito mais que dados concretos, como fatos históricos, paisagens e sons, conseguindo alcançar traços subjetivos, poéticos, ancestrais e espirituais valiosos para a potência dessas narrativas e representações mais verossímeis e de impacto para a região”, detalha a roteirista.

Publicitária, roteirista e produtora, Rayo Machado iniciou sua carreira no audiovisual em 2012 como assistente de figurino, tendo participado de produções cinematográficas locais e nacionais. Em 2018, foi selecionada para uma turma de roteiristas negras da Academia Internacional de Cinema (AIC/SP), onde desenvolveu seu primeiro projeto de longa de ficção intitulado "O vento é meu Irmão", obra que foi contemplada com prêmios, rodadas de negócio e laboratórios, sendo o mais recente deles o Lanani 2023 (Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas para o audiovisual), promovido pela Flup + Estúdios Globo.

Além de “O vento é meu Irmão”, a artista desenvolve a série documental “Rastro - Expedição Onça Preta”, que foi recentemente contemplada pela Lei Paulo Gustavo, na categoria Desenvolvimento. A artista também ministra oficinas de Comunicação e Audiovisual para a juventude, com foco em comunidades extrativistas e rurais.