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O Futuro é Mulher - Coletiva

Publicado: Terça, 17 de Março de 2020, 10h13 | Última atualização em Quinta, 29 de Outubro de 2020, 09h44 | Acessos: 403

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EXPOSIÇÃO "O FUTURO É MULHER"

 Coletiva com as artistas: Carol Magno, Celina K., Tainá Maneschy, Moara Brasil, Sagita, Layse Almada, Coletivo Vênus, Luiza Cavalcante,Karina Martins, Letícia Valente, Elieni Tenório , Thay Petit, Germana Heibe, Michelle Cunha, Chica Lima, Fernanda Vera Cruz, Jutta O., Renata Aguiar, Nina Matos, Eliane Moura, Mama Quilla, Lua Portugal, Renata S., Lara Dahas, Carla Beltrão, Ty Silva e Vivi Menna.

 

 

Num passado recente, em dados coletados no sítio virtual da Fundação Cultural do Pará, no ano da inauguração da Galeria Theodoro Braga no Centur, em 1986, e no ano seguinte, não tivemos uma única exposição realizada por mulheres. Somente a partir de 1988, nesta galeria, algumas mulheres figuraram em exposições coletivas e individuais; artistas como Dina Oiveira, Rosângela Britto, Rose Vasco, Izer Campos aparecem nos registros, mas o número de mulheres artistas é, em proporção, bem menor que o de artistas homens. O que isso representa para as artistas mulheres? Como lemos esses dados? Como nos posicionamos frente ao preconceito que, ainda hoje, ocorre no campo da arte? Por qual motivo as duas galerias de arte desta fundação carregam nomes de figuras masculinas – um artista plástico e um filósofo? (E bem tentamos que o Hall Benedicto Monteiro, inicialmente destinado a ser um espaço expositivo, se chamasse Hall Julieta de França, escultora paraense discípula de Rodin, invisibilizada pela História). Precisamos lembrar da tradição maluvida da arte feminina, que por séculos foi silenciada em salões, catálogos, museus, e que em sua persistência/resistência segue por novos caminhos. Perde-se a objetificação do corpo feminino e parte-se para um novo lugar de fala: a mulher que diz da mulher, de si e de seus pares, e assim constrói-se em novas paisagens e lugares para um discurso necessário no qual são diluídas as fronteiras ideológicas da hegemonia masculina na cena da arte paraense.

A potente produção de arte feminina que apresentamos na mostra O Futuro é Mulher traz vinte e nove artistas que fazem parte desse movimento – não de resgate, mas de afirmação, de posicionamento político, cultural, artístico – que a Galeria Theodoro Braga percorre desde 2008, com a realização de coletâneas como Anima: Além do Sentido (2011, com oito artistas mulheres) e Mulheres Líquidas (2012, com sete artistas mulheres). A representatividade artística feminina nestas duas exposições ainda estava em construção; notamos hoje uma explosão de novas artistas trabalhando incansavelmente nas mais diversas técnicas: pintura, fotografia, performance, vídeo, arte gráfica, gravura digital, além de outras manifestações em arte e novas tecnologias. Esta exposição abre ainda um espaço para o diálogo entre o acervo da fundação e a profusão de novas protagonistas da arte paraense.

 “The Future is Female”: a partir dessa perspectiva de futuro, na qual trabalhamos para um mundo de equidade artística e de gênero, desejando um lugar de livre trânsito para as mulheres no mundo e na arte, impulsionadas pela rede feminina e feminista através da sororidade entre as artistas, vemos surgir grupos de jovens artistas mulheres, como o Coletivo M.AR. e o Coletivo Vênus, que organizam colaborativamente os meios de produção e divulgação, criando seus próprios espaços de exposição de forma independente, com ações concretas e focadas no feminino. A independência artística é urgente para a mulher que foi por tanto tempo estigmatizada. Assim, O Futuro é Mulher torna-se o hoje, o agora, pois para as mulheres artistas o tempo já foi cruel demais.

Eliane Moura

Artista e Arte Educadora

 

 

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SERVIÇO:

Exposição: O Futuro é Mulher - Coletiva de Artistas

Abertura: 11 de março, às 19h

Visitação: 11 de março a 10 de abril de 2020, de seg a sex, de 09h às 19h

Local: Galeria Theodoro Braga, Térreo/Centur, Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré-Belém

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