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Poesia em Concreto, de Jeyson Duarte

Publicado: Sexta, 10 de Agosto de 2018, 13h44 | Última atualização em Sexta, 03 de Maio de 2019, 11h39 | Acessos: 418

Exposição Poesia em Concreto de Jeyson Duarte

Convite

 

De onde nem tempo, nem espaço (...)

Durante toda a viagem

Que realizas no nada

Através do qual carregas

O nome da tua carne...

Caetano Veloso, 1978, Terra, Muito - Dentro da Estrela Azulada, Island Def Jam Music Group.

 

Ela que é inspiração e suporte, que conforma a reutilização incessante das possibilidades dos espaços, das relações, e que vive ciclos infinitos, de repetições e adaptações. Quando diminuímos a escala e exploramos outras possibilidades de sentido da palavra terra, chegamos ao sentimento de pertencimento. - Meu pedaço chão, - minha terrinha, - minha casa. Microcosmos que atravessam as mais variadas narrativas e, nesse instante, a própria matéria vira um momento de passagem, de trânsito, evidenciando a construção humana e histórica das paisagens.

Um planeta água, que na contemporaneidade, em decorrência dos seus fluxos acelera e fragmenta as relações de percepção, que dilui as formas de interações sociais e aumenta o medo de viver as cidades erguidas em aço e concreto, Jeyson Duarte propõe com sua nova individual, reflexões acerca das relações e possibilidades de diálogo com a cena urbana, intervindo ativamente na paisagem para construção de sua obra-instalação.

“Poesia em Concreto” conforma a mistura da terra e seus substratos à água, compondo suas pequenas crônicas visuais. A opção por peças geométricas e modulares lembram os paralelepípedos dos revestimentos das antigas cidades e provoca sensação de tridimensionalidade na bidimensionalidade de suas composições. O uso da escala nas Intervenções provoca o desaceleramento do transeunte que caminha pelas ruas enquanto que a forma hexagonal possibilita novas reconfigurações e encaixes, tal qual nas cidades. Com essa ação, o artista devolve para cidade, imagens fruto da sua interação com a rua. E, é nessa vivência, das intervenções, interações e movimentos de trocas sociais que o Jeyson nutre suas peças.

As peças lançam um outro olhar sobre os espaços sociais, como praças, ruas, estacionamentos, com presenças marcante de azul e cinza, água e concreto, o artista faz pensar sobre o patrimônio público, sobre as reconfigurações da paisagem, sobre ocupação urbana e seus processos de tribalização, sobre desvios, sobre erros e processos, sobre os códigos da rua.

Lembrando o muralismo mexicano, com seus painéis multi-fragmentados, como em Orozco e Rivera, no Brasil, Portinari e Vallauri, o grafite, o picho e as artes gráficas. Jeyson Duarte nos proporciona em sua nova mostra um olhar atento e reflexivo sobre a urbanidade e o viver a cidade.

                                                                 

                                                                                                                                                                                Adan Costa

 

                                     GTB

  PoesiaEmConcreto

  JeysonDuarte

 

SERVIÇO:

Exposição: Poesia em Concreto, de Jeyson Duarte

Abertura: 10 de agosto de 2018, ás 19h.

Visitação: de 10 a 31 de agosto de 2018, de segunda a sexta das 8h ás 18h.

Local: Galeria Theodoro Braga, Térreo\Centur, Av Gentil Bittencourt, 650, Nazaré-Belém.

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