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Nota de pesar pelo falecimento do escritor Walcyr Monteiro

  • Publicado: Quarta, 29 de Maio de 2019, 13h22
  • Última atualização em Quarta, 29 de Maio de 2019, 13h22
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No início desta quarta-feira (29) Walcyr Monteiro nos deixou. Walcyr era escritor, jornalista, ufólogo, sociólogo, professor, pesquisador, engajado na cultura e na política. Acima de tudo, era um homem apaixonado. Arrebatado por seu amor pelas palavras, pelas boas histórias, pelos mistérios. Pela arte, pelas pessoas. Pela Amazônia e por uma Belém que hoje é parte de uma lúdica e inventiva memória.

Fez parte da trajetória de formação de muitos leitores Brasil afora – eternizado em obras como "Visagens e Assombrações de Belém" (1986) e "Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia" (2005). Foi com zelo e criatividade que o escritor reaproximou das novas gerações os mitos que permeiam o imaginário da sociedade amazônica há décadas. Rompeu as fronteiras regionais ao expandir o alcance de nossas histórias, ajudando a inspirar filmes e recebendo tradução em outros idiomas.

Walcyr era incansável. Defensor intransigente do folclore brasileiro e paraense, tornou-se referência acadêmica de comprometimento com a preservação da memória cultural amazônida. Atravessou o país para estar sempre perto dos leitores em eventos literários, coisa que sempre priorizou. Pouco tempo atrás, participou do Fórum sobre o Plano Municipal do Livro e Leitura, no município de Tomé-açu, Pará, onde foi um colaborador fundamental nas discussões; e da FLIB – Feira Literária Infantojuvenil de Belém, onde foi homenageado. Há menos de dois meses, esteve em nossa FCP para celebrar conosco o aniversário de 148 da Biblioteca Pública Arthur Vianna – espaço onde esteve tantas vezes e que seguirá sendo morada de sua inesquecível obra.

O homem Walcyr Monteiro se despede de nós hoje. Deixará uma lacuna insuperável em seus fãs, familiares, amigos e colegas de profissão, assim como na Belém que tanto amou. O escritor fica. Sua narrativa talentosa e inspirada seguirá ecoando e – tal quais as lendas que sempre lhe instigaram – frequentando as rodas de papo, as trocas de causos e o (in)consciente coletivo do nosso estado. A nós, da Fundação Cultural do Pará, fica a saudade, além da missão de manter seu legado vivo em nosso acervo – ao alcance de velhos e novos leitores dispostos a se deslumbrar com nossos enigmas populares.

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