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Casa das Artes traz repertório brasileiro com a paulista Fabiana Cozza e o pianista esloveno Saso Wollmaier

  • Publicado: Segunda, 16 de Abril de 2018, 10h12
  • Última atualização em Segunda, 16 de Abril de 2018, 10h12
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Foi uma noite de sexta-feira, 13, com agudos poderosos e muita emoção na Casa das Artes, pois a renomada cantora paulista Fabiana Cozza e o pianista esloveno Saso Wollmaier compartilharam suas experiências aos cruzarem seus universos no show “Paisagem Brasileira nos olhos do artista”. Ambos se apresentaram na sala de dança da Casa das Artes encerrando a semana de oficina ministrada pelos artistas.

Baseada na exploração sonora entre voz e piano, a performance conjuga elementos da tradição, do clássico e do contemporâneo e improvisação. Um trabalho de escuta cuidadosa e encorajamento de impulsos internos serve de base ao desenho musical intimista elaborado em nuances de interpretação, dinâmica e mudanças de tempo e timbre.

Para Fabiana Cozza, a possibilidade de estar com o pianista esloveno Saso Vollmaier é um grande prazer, pois ambos já trabalharam juntos no passado e os reencontros sempre rendem bons frutos. Em relação ao show apresentado à plateia paraense, a artista revela: “Eu acho que o que aconteceu hoje aqui é um momento que vai ficar guardado no nosso afetivo, nessa possibilidade de transformar o outro, de se sensibilizar com aquilo que o artista traz pra gente”, conclui, emocionada, Cozza.

A Semana dos Povos Indígenas reúne lideranças dos direitos dos índios, cultura e esporte até a próxima quinta-feira, 19 de abril, na cidade de São Felix do Xingú. A Fundação Cultural do Pará (FCP) contribui ao evento de diversas formas, em especial com oficinas de artes visuais. Uma equipe de instrutores da FCP está na cidade, desenvolvendo um laboratório com atividades de serigrafia, grafismo, desenho e estampa. A intenção é promover a criação, expressão e representação da cultura de cerca de cinco mil indígenas, de dez etnias diferentes, participantes da Semana.

A Semana dos Povos Indígenas é hoje o maior encontro anual de etnias indígenas do estado do Pará.  Cristiano Amorin, coordenador de artes visuais da FCP, explica que essa diversidade vai ser essencial para a forma que as oficinas serão ministradas. “A principio vamos estudar os espaços e tribos, vai ser feita uma pesquisa das linguagens que eles usam”, disse. Para fomentar a troca de ideias, todas as oficinas serão realizadas num mesmo espaço, como um atelier. “Vamos ficar todos juntos no mesmo lugar, fazendo um grande laboratório”, pontua. O objetivo final é que o resultado seja exposto para todos que participarem do evento. “Queremos fazer uma culminância das oficinas em forma de apresentação para que eles possam ver o que produziram”, pontua.

Walter Figueiredo, diretor de interação cultural da FCP, conta que tudo isso faz parte de uma ação integrada do Estado com as prefeituras. “É uma ação por conta de um fórum de prefeitos, que elegeu esse lugar como fazendo parte da agenda Pará Sustentável”, conta. Os participantes vão aprender a fazer produtos, a exemplo de camisetas. “É muito mais que uma oficina, é um processo de troca e vivência cultural entre os indígenas e os não indígenas que participam da Semana”, pontua.

Durante a programação de cinco dias há uma variedade de atividades. No primeiro dia um debate sobre representatividade da mulher indígena será conduzido pelas maiores lideranças femininas do movimento do Brasil. Nesta segunda-feira, 16 será o início dos jogos esportivos, no dia seguinte será eleita a Miss Indígena e por fim, em 19 de abril, acontecem as finais das competições, caminhadas e a apresentação do resultado das oficinas.

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