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Alunos das oficinas de restauro e higienização de livros da FCP são aprovados no vestibular

  • Publicado: Terça, 06 de Fevereiro de 2018, 12h17
  • Última atualização em Terça, 06 de Fevereiro de 2018, 12h21
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A jovem Ana Luiza Guedes, de 20 anos, esteve no grupo de alunos que participaram das oficinas de restauro e higienização de livros, promovidas pela Fundação Cultural do Pará (FCP), em 2017. Este ano, ela foi aprovada no curso de Biblioteconomia, da Universidade Federal do Pará (UFPA).   

Ana Luiza fez as oficinas de restauro e higienização no ano passado após iniciar um curso técnico em Biblioteconomia, onde por meio de colegas de curso ficou sabendo das oficinas e quanto elas estavam relacionadas com seus estudos. “As oficinas me deram uma confirmação sobre o curso e área que gostaria de estudar, me possibilitaram enxergar as áreas de atuações do curso de Biblioteconomia de maneira mais abrangente”, afirma.

Durante o curso, Ana Luiza revela que construiu boas amizades e adquiriu bons conhecimentos durante as aulas. Ela não esconde sua satisfação e desejo de voltar ao setor de restauro. “O ambiente era totalmente acolhedor e agradável, tanto que eu ficava horas a mais depois de encerrar as oficinas. As pessoas com quem me relacionei foram receptivas, principalmente o instrutor Waldinei Romano. Gostaria de retornar futuramente”, revela.

A Coordenadora de Processos Técnicos da FCP, Suzana Tota, afirma que muito mais do que aprender técnicas de preservação, as oficinas de restauro e higienização de livros se tornam um lugar de convívio com amigos. “Nos surpreendemos este ano com as aprovações em áreas como Serviço Social, Matemática, e uma delas sendo em Biblioteconomia evidencia que o ambiente é muito favorável. São pessoas que se encontram todos os dias, em diversos horários, com objetivos diferentes. Essa diversidade é o legal, cada um vai somando”, ressalta.

Oficinas – Segundo Suzana Tota, as oficinas iniciaram com o objetivo de atrair pessoas da área, mas logo pessoas de diversas áreas começaram a se inscrever. “Eles se sentem bem nas oficinas. Alguns até terminam as oficinas, mas continuam frequentando como voluntários”, afirma.

Em 2018, os alunos além de participarem do processo de recuperação dos acervos, irão poder usufruir dos livros disponíveis na Biblioteca Pública Arthur Vianna, mediante estimulo ao cadastramento feito pela equipe responsável pelas oficinas.

Casa da Linguagem – Em outro espaço de formação da FCP não foi diferente. A Casa da Linguagem que oferece oficinas de linguagem verbal, como produção de texto, leitura e interpretação também teve alunos aprovados no Enem e Vestibular.

Um exemplo disto é a Maria Benedita de 64 anos e foi aprovada no vestibular com apoio das oficinas da Casa da Linguagem. Ela afirma que aprendeu muito com a forma inclusiva de ensino dos instrutores. “Tiveram muita paciência, liam os textos, estudavam provas antigas junto da gente”, explica.

Ela frequenta a Casa da linguagem desde 2016, mas foi em 2017 que mais se dedicou. “Foram os cursos específicos pro ENEM que me ajudaram mais. Português, literatura e redação”. Para Maria Benedita, o tratamento que a 3° idade tem no espaço é um diferencial a mais. “A gente é muito bem tratado por toda a equipe, é algo que não se encontra em lugar nenhum”, comemora.

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