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Exposição As Tias do Marabaixo, de Fábio Gomes

Publicado: Quarta, 15 de Março de 2017, 16h55 | Última atualização em Terça, 28 de Novembro de 2017, 14h27 | Acessos: 1582

As Tias do Marabaixo - Fábio Gomes

 

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  O projeto As Tias do Marabaixo homenageia cinco senhoras negras amapaenses, cuja trajetória de vida se confunde com a história do Marabaixo ao longo do século 20. Através das imagens do jornalista, fotógrafo e cineasta Fabio Gomes, o público poderá conhecer Tia Zefa, Tia Chiquinha, Tia Biló, Natalina e Tia Zezé, consideradas memórias vivas de suas comunidades.

  Todas têm uma vida dedicada ao Marabaixo, como cantadeiras e dançadeiras. Tia Chiquinha, falecida aos 94 anos em 2015, e Tia Zefa, que completou 101 anos no último dia 26 de fevereiro, também são autoras de “ladrões”, como são conhecidas as composições cantadas nas rodas de Marabaixo. Outra compositora de ladrões, Tia Zezé, 77 anos, também é tocadora de caixa de Marabaixo. Tia Zezé e sua irmã Natalina, 85 anos, são filhas de Tia Gertrudes, pioneira do Marabaixo no bairro macapaense da Favela (atualmente denominado Santa Rita). Tia Biló, 92 anos, é a única filha viva de Mestre Julião Ramos, fundador do Marabaixo do bairro do Laguinho.

  A exposição reúne 18 fotos que Fabio Gomes fez ao longo das filmagens de seu documentário também intitulado As Tias do Marabaixo, durante os festejos do Ciclo do Marabaixo nos meses de maio e junho de 2014. Parte do material filmado deu origem, no primeiro semestre de 2015, de cinco curtas-metragens, cada um dedicado a uma das homenageadas. Exposição e curtas já circularam pelos estados do Amapá, Bahia, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins. Está previsto ainda o lançamento, sem data definida, de um livro com seleção de fotos feitas por Fabio Gomes em festas de Marabaixo de 2013 a 2016. O blog do projeto, lançado em 2014, já registrou mais de 8 mil acessos.

Marabaixo – O Marabaixo se constitui na maior tradição cultural do estado do Amapá. Sua origem remonta ao tempo da escravidão, quando um grande contingente de negros africanos chegou a Macapá para trabalhar na construção da Fortaleza de São José na década de 1760; alguns deles criaram, provavelmente ainda no século 18, o Quilombo do Curiaú, ao norte de Macapá. As primeiras referências em texto ao Marabaixo datam de 1792. Após a Abolição da Escravatura, grande número de famílias negras se fixou na área central da cidade, nas proximidades da margem esquerda do Rio Amazonas, de onde foram deslocadas para os bairros do Laguinho e da Favela quando da implantação do Território Federal do Amapá, na década de 1940.

  As principais características do Marabaixo são a dança circular, em sentido anti-horário, o canto de “ladrões” entoados por um cantador acompanhado de coro e de tocadores de caixa, em festas que atravessam a noite, regadas ao consumo de gengibirra e do caldo ou “cozidão” (sopa reforçada para repor as forças dos dançarinos em meio à madrugada). Atualmente, o Marabaixo está em processo de reconhecimento como Patrimônio Imaterial do Brasil junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

  O Ciclo do Marabaixo compreende o conjunto de seis festas de Marabaixo, além de bailes e novenas, que quatro famílias de Macapá (sendo duas do bairro Santa Rita e duas do Laguinho) promovem anualmente ao longo de 64 dias no primeiro semestre de cada ano, desde o Sábado de Aleluia até o Domingo do Senhor, aquele que se segue ao Dia de Corpus Christi. 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

VEJA +

 

Serviço:

Exposição: As Tias do Marabaixo, por Fábio Gomes

Abertura: 15 de março de 2017, às 19h

Local: Galeria Theodoro Braga, Subsolo Centur

Visitas: de 15 de março à 12 de abril, de seg à sex das 9h ás 19h

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